Eu conheci uma garota letras

Garota de Bauru Letra: Eu conheci uma garota em Bauru, Quinze anos de vida e cinco de rebu, Na lanchonete principal era a rainha, Com suas minissaias sem bainha, Os pais choravam, Os irmãos ameaçavam, E ela nem aí, maravilhosa, Gostosa em sua vulgaridade,... Eu conheci uma garota Com um jeito de doida Curtindo numa boa Ele me chama pra falar A festa é assim mesmo Porque se preocupar? Amanhã é outro dia O que será, o que seria? E me beija sem pensar. Eu não pertenço a você Você não pertence a mim. O coração é indomável Não quer se apegar Mas, gostar é inevitável Eu ligo para ela Ela também quer me ver O mundo gira com amor Amanhã ... Eu conheci uma menina diferente Me apaixonei e foi assim tão de repente Nunca pensei que pudesse gostar De uma garota que só sabe me esnobar. E ela já faz faculdade e eu aqui Aprendendo a dirigir Nem sei se vou me formar E ela diz que um garotinho assim Que só quer se divertir Nunca vai te conquistar. Ela não gosta da minha roupa Vive ... Eu conheci uma garota, A mais linda do colégio. Ela diz que quer casar... Não sei se é verdade ou bobeira Mas ela diz, que comigo quer casar Lá no fundo eu sabia que era Brincadeira Mas não adiantou... Agora é tarde o meu coração, Já se apaixonou Eu conheci... A santista mais linda do colégio A garota mais bonita do universo, mas Eu conheci uma garota bem legal Que me aceitava do meu jeito anormal Mas ela tinha um problema com a birita E me pediu que eu largasse a 'mardita'. Ela era tão linda, que eu prometi Fomos pra balada Eu não resisti. E eu bebi Bebi, bebi Bebi!. Eu me entreguei ao álcool Peguei a balada inteira Eu nem lembro o meu nome E agora ela não me quer. Acordei numa ressaca Num lugar que eu nunca vi Do ... Carlos André - Garota (Letras y canción para escuchar) - Eu conheci uma garota, A mais linda do colégio / Ela diz que quer casar / Não sei se é verdade ou bobeira / Mas ela diz, que comigo quer casar / Lá no Eu conheci uma bela garota letra Canciones con eu conheci uma bela garota letras todas las canciones de eu conheci uma bela garota.Ve la lista de todas las canciones viejas y nuevas con letras de eu conheci uma bela garota directas de nuestro buscador y escuchalas online.

Levei um fora da minha ex que ainda amo

2020.07.08 14:56 xDark0x Levei um fora da minha ex que ainda amo

Olá! Então, é minha primeira vez aqui escrevendo, e estou um pouco nervosa pois nunca fiz isso antes, tenho dificuldades em falar sobre o que sinto e tal, mas chegou à um ponto em que realmente preciso desabafar. Vou explicar tudo com datas pra ficar mais fácil. Ultimamente venho passado por uma série de eventos os quais me deixaram muito mal. Tenho uma ex namorada, a primeira e única com quem me comprometi até hoje (tenho 18 anos), em março de 2018 conheci ela através de uma amiga e desde então nos demos muito bem. Desde que a conheci já despertou um interesse e sentimento em mim. Tínhamos várias coisas em comum, gostos musicais, forma de ver o mundo e afins. Logo nos tornamos muito próximas, confiavamos tudo uma na outra e após uma jogada de charme aqui, umas coisinhas românticas ali (kkk) Consegui conquista-la. Isso em junho. Namoramos por 6 meses, muito felizes, mas devido uma interferência da família dela, que ficou sabendo de nós duas por intermédio de uma professora do colégio que conhece a mãe dela, (fdp fofoqueira) tivemos que nos separar. A mãe dela me contatou e com base em ameaças de contar à minha família, me fez confessar nosso relacionamento. Depois que o sangue esfriou e fiquei "mais calma", me senti muito mal, pois senti que à traí, me senti mal por acreditar na mãe dela (que considerando a pessoa que é não merece confiança) que disse não fazer nada com ela se eu falasse tudo. Paramos de nos falar, e como já era dezembro, estavamos de férias e não nos víamos (só tínhamos oportunidade de nos ver na escola). Só no ano seguinte, no primeiro dia de aula consegui contata-la e descobri da forma mais dolorosa possível que não sentia mais nada por mim e me odiava pelo que fiz. Me senti péssima, por ainda à amar e pela situação em si, que não saía da minha cabeça. Tivemos só essa conversa e depois nos distanciamos novamente (por escolha dela). Lá pra junho do ano passado, ela começou a dar sinais de querer voltar a falar comigo, depois de longas conversas sobre esse assunto, finalmente nos entendemos, mas não totalmente da forma como gostaria. Ela disse novamente não me amar mais. Foi doloroso, mesmo já tendo ouvido-a dizer antes. Ela estava passando por momentos terríveis com a família. Não é uma pessoa tão fácil de lidar (a criação ajudou um pouco nisso), então falar com ela naquela época foi bem complicado. Queria ajudá-la mas ela não permitia que eu o fizesse. Arduamente fui conquistando a confiança dela, até que desabafava comigo e eu tentava ajudar da forma como podia. Aos poucos ela foi melhorando e fomos resgatando a amizade e por ainda nutrir sentimentos românticos por ela, as vezes dava umas cantadinhas bobas, mas as vezes sérias também (Claro que não no momento que ela estava fragilizada, mas sim nos de descontração, para deixar bem claro). Em setembro nos aproximamos mais e finalmente consegui com que ela demonstrasse gostar de mim da mesma forma que eu dela. Pouco tempo depois a família novamente descobriu a gente, da mesma forma que da outra vez, mas dessa, eu estava de certa forma mais forte. Bom, consegui conversar com a mãe dela sem demonstrar medo pelo menos. Chegamos à conclusão de que realmente não dava pra ficarmos próximas na escola. e em meio à isso tudo, pedi ela em namoro pela segunda vez. Dessa, não mantinhamos o contato de antes, muito raramente ficávamos juntas, já que ela era de outra turma. mas passando o tempo começamos à relaxar um pouquinho e passar ainda mais tempo juntas, sempre que podíamos, porém com mais cautela. Dessa vez, durou 2 meses e meio, de outubro à metade de janeiro. Ela terminou comigo de novo, não por deixar de sentir, mas eu estava passando por questões pessoais (que até hoje estou lidando, e que me incomoda bastante falar). Como ela além de namorada era minha melhor amiga, falei com ela por mensagem sobre o assunto, e depois de conversar, de um dia inteiro completamente estranho e nós indiferentes, eu por me sentir mal por estar daquele jeito, ela acredito que por não estar acreditando e por lamentar a situação, no fim do dia ela terminou tudo. Foi terrível pra mim, confesso que fiquei com raiva de certa forma, pois queria ela do meu lado para enfrentar aquilo, eu estava apavorada sem saber o que se passava direito na minha cabeça. Mas no fundo, por trás de tanto sentimento ruim, entendia que era direito dela. Era total direito dela decidir onde ficar e até onde pode aguentar também, nunca foi uma relação fácil, e não posso exigir de alguém o que eu faria dentro da relação sendo que somos pessoas diferentes. Ainda mantinhamos contato, mas de forma meio estranha, até que ela começou a demorar muito para responder e por fim, sumir por dois meses. No aniversário dela em maio, fiz um pdf com várias mensagens e desenhos (felizmente sou boa com desenhos) e mandei para o email dela, isso sem muita pretenção, apenas como forma de carinho. Depois de 7 dias me respondeu pedindo desculpas por não ter visto já que não olhava o email (algo totalmente válido pois também não olho hehe) e dizendo que se eu quisesse voltar a manter contato que gostaria. Voltamos a nos falar por outra rede, diferente da que nos falávamos antes, e foi tudo muito bem, ainda demorava para responder, mas não posso cobrar já que deve ter as ocupações dela, assim como tenho as minhas. Embora sempre dê aquele desapontamento e dúvida sobre ser "importante" ou não kkk. E à partir de agora voltamos ao que está acontecendo atualmente. (Estou resumindo o máximo que posso pra não ficar maior do que já está.) Há umas três semanas, em uma conversa casual ela perguntou brincando se eu ainda sentia o mesmo por ela, e eu muito envergonhada disse que sim. No outro dia, acordo com um texto dela (ela gosta muito de escrever) falando sobre amor, sobre estar apaixonada por alguém que sempre atrai ela de volta e por isso quer manter em segredo. Automaticamente me animei e fiquei profundamente feliz, "ela ainda me ama!" Pensei. E dessa vez sem eu mesma ter que correr atrás. Escrevi algo respondendo à ela e mandei uma letra de música que gostava muito pra que ela ouvisse. Ela disse que escreveu aquilo aleatoriamente, mas sabe quando você vê que a verdade não é aquilo que a pessoa diz? Enfim. Foram assim as últimas três semanas, com textos românticos que se encaixam perfeitamente na nossa história, respostas minhas, e mais textos que também mandava pra ela. Ela sempre respondia dizendo que ficaram muito bonitas as coisas que escrevi, e era o mesmo que eu dizia para os dela, obviamente direcionados para uma pessoa, mas que por conta da primeira fala dela de querer "manter em segredo" eu não entrava em detalhes, embora estivesse crente de que eram para mim. Textinho vai textinho vem, perguntei se o que ela escrevia era para alguém (Isso já confiante de mim, mas queria que "confessasse") depois de enrolar um pouco para falar, acabou dizendo e era o nome de outra garota :) Fiquei sem entender nada, não sabia como reagir. Me senti uma idiota por ter imaginado que era pra mim e ao mesmo não entendia como aquilo encaixava tanto em nós e em outra situação. Não conheço a menina, mas aparentemente não à corresponde, enfim. Me senti tão mal, principalmente por ter pensado que as coisas eram pra mim e ter descoberto de uma forma tão brusca. Fui conversar com ela para tentar esclarecer tudo e foi até bem rude ao responder. Disse que não via mais futuro em nós e não queria mais a confusão que era "estar comigo". Isso aconteceu ontem, e até agora não sai da minha cabeça. Dormi pensando nisso da mesma forma que acordei hoje e foi a primeira coisa que veio à cabeça. Não é a primeira vez que acontece situações que me deixam assim, em relação à ela. As vezes parece que estamos em um looping infinito sabe? Pois sempre passamos pelos mesmos momentos, desde os complicados, aos de investidas minhas e a "volta do amor" dela, que é algo que me deixa com muitas dúvidas por dentro, pois poxa, que amor é esse que eu preciso ir atrás? E sinceramente, isso me deixa com tantos questionamentos e angústias, eu realmente à amo, e me sinto uma idiota por isso. Eu odeio me sentir dessa forma sabe? As vezes odeio ser dessa forma. Me sinto idiota por ser tão intensa em ralação aos sentimentos, principalmente numa época em que isso é pouco levado em conta por muita gente. Ocorre um misto de emoções, angústia, tristeza... Por tudo que já aconteceu e pelo que estou sentindo agora. Tenho dúvidas reais sobre nosso fututo, não sei o que pode acontecer conosco, se podemos ficar juntas, ou se realmente estamos fadadas à seguir caminhos diferentes; e isso é uma das coisas que mais me apavora, não saber o que irá acontecer, se esse sentimento por ela vale realmente a pena ou estou apenas perdendo tempo em minha vida, numa coisa que não terá fundamento. Me sinto afogada nesse misto de sensações, sentimentos de amor e tristeza que não sei como fazer passar.
Não sei se alguém vai ler até o final porque realmente ficou enorme kkk, mas de qualquer forma já vale o desabafo. Não tenho ninguém para falar sobre isso
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2020.05.21 10:30 rynaldopapoy As origens do incrível Homem-Lesma

Ontem, eu postei trechos de minhas memórias e alguns usuários do Reddit não entenderam bem o que era. Eu não contextualizei, até porque achei que ninguém iria ler.
Este ano, completo 50 anos e decidi publicar um livro de memórias. Nas redes sociais, publicarei alguns trechos.
Estou acompanhando as postagens de vocês sobre o momento político atual, que muito me assusta, pois parece-me que estamos à beira de uma guerra civil, desencadeada por fascistas revoltados.
Mas vamos a mais um trecho das memórias.
QUADRINHOS (PARTE 1)
Eu aprendi a ler muito rapidamente em 1977, com seis anos de idade. Fui capaz de ler as historinhas da Turma da Mônica. Minha mãe já lia para nós antes e eu acho que era a coisa que eu mais gostava. Maurício de Sousa me serviu de grande inspiração para criar minhas histórias infantis. Pois Maurício sempre considerou que as crianças são seres inteligentes, capazes de compreender tudo. Eu cheguei a ver uma história sobre a Alegoria da Caverna de Platão, que me deixou muito impressionado. Tive uma coleção imensa de revistas da Turma da Mônica. Dei tudo para minha tia Cida, mulher do meu tio Nelson, lá para 1989. Nunca imaginei que pudesse me tornar roteirista do Maurício de Sousa. Achava-me totalmente incapaz de criar em ritmo industrial histórias como as das revistas. Mas quando eu soube que estavam precisando de roteiristas, lá para 2011, 2012, decidi me candidatar. Eu só poderia escrever histórias para o Astronauta ou para o Louco. Mas o Maurício exige que seus roteiristas também saibam desenhar. Eu nunca soube desenhar. Mandei uns rascunhos mal feitos do Astronauta e não tive qualquer resposta. Lendo sua autobiografia, soube que, no início da carreira, ele também mandou desenhos para o Ziraldo, sem obter qualquer resposta também. Mas o que eu mais gostava do Maurício era o desenho animado especial de Natal, quando ele o criou em 1976 e foi veiculado pela Globo, com patrocínio da Cica. Eu e minha irmã esperávamos o Cebolinha dizer: “Força demais, Mônica!”. Falávamos junto. Tenho vontade de chorar quando me lembro de alguns momentos da minha infância, como esse. Outros quadrinhos que eu gostava quando criança eram da Luluzinha e Bolinha e creio que da Mafalda também, mas não tenho certeza. Eu não gostava do Pato Donald e só peguei numa revista de super herói aos 16 anos. Livros infantis nunca vi. Quando eu tinha dez anos, a escola onde eu estudava adotou “A escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, mas creio que ninguém leu. Depois adotou outros livros clássicos, até que decidiram solicitar aos alunos que lessem os livros da série “Vaga-lume”, da Editora Attica. Aí eu curti pra caralho. Depois eu falo disso. Eu, na verdade, conhecia super heróis da Marvel só pelos “desenhos desanimados” que passavam na tv e não é que eu curtia mesmo assim? Eu também assistia à série maluca do Batman dos anos 60. Mas nunca tive interesse em comprar gibis de super heróis. Só fui ter vontade de ser roteirista de quadrinhos mesmo aos 19 anos, pelo que me lembre. Depois, conto. 
MENTIROSO
Mentir é um comportamento humano muito comum. Deve ter surgido durante a evolução dos seres que deram origem aos humanos, afinal até os animais mentem. Num livro de memórias, também mentimos, especialmente pela omissão de fatos, o que já é uma mentira. Mas existem também momentos duvidosos. Tal coisa aconteceu ou não? Foi exatamente assim ou foi diferente? Até mesmo inventamos memórias e confundimos fatos. Quando criança, eu era muito mentiroso, daqueles que contavam coisas absurdas e totalmente improváveis. Conheci outras crianças mentirosas. Mas eu era fera. Falei, por exemplo, que meu pai era astronauta. Alguém respondeu: “Se seu pai fosse astronauta, você moraria no Morumbi”. Fiquei pensando no que uma coisa tinha a ver com outra. Aos treze anos, eu já era conhecido por ser bom em inglês. Dei a justificativa: “É porque meu avô é americano”. Menti para uma garota que gostava de mim. Havia uma garotinha na minha classe chamada Cíntia que queria namorar comigo, quando eu tinha onze anos. Ela tinha treze. Era uma gracinha loira. Apesar de ser evangélica, era bem safadinha. Falou para um amigo meu: “Quero saber se o Rynaldo é gostoso”. Quando me contaram, eu respondi: “Como assim?” Os caras da classe deram risada da minha cabacice. Ela se sentou ao meu lado e me perguntou se eu queria namorar com ela. Fiquei incrivelmente tímido e disse que iria pensar. Pensar no quê? No dia seguinte, ela marcou um encontro comigo perto da cantina. Mas os meus amigos ficaram me perturbando, atrapalhando o encontro e eu desisti. Como eu não respondi a ela se queria namorar, ela veio me cobrar. Respondi: “Eu não gosto de você”. Era mentira. Eu estava apaixonado. Mas não tinha estrutura nenhuma para namorar com uma garota. O meu maior medo era que minha irmã contasse para minha mãe e minha avó e meus tios acabassem sabendo também e todo mundo iria tirar um sarro da minha cara. Eu era traumatizado pelo fato de que quando eu tinha uns sete anos, uma colega de escola foi à minha casa me visitar e meus tios fizeram a maior zueira comigo. Eu não queria que isso acontecesse de novo. Minha última mentira devo ter contado aos treze anos. Falei para um amigo que meu pai tinha uma coleção de Mavericks. Meu amigo perguntou se poderia visitar minha casa. Na verdade, meu pai teve só dois Mavericks, um de cada vez. Quando cheguei à adolescência, diminuí um pouco a mentira, mas não parei. Quando eu tinha catorze anos e estava estudando mecânica na Escola Técnica São Francisco de Bórgia, um amigo meu começou a estudar baixo e tentou me incentivar a estudar guitarra. Fui à uma depois que perdi a virgindade, não tinha muito o hábito de admitir a idade em que fiz sexo pela primeira vez. famosa escola de música da época e perguntei o valor da mensalidade, mas não me matriculei. Mesmo assim, menti para o meu amigo que eu era um grande letrista e já tinha escrito várias letras de rock. Ele passou o restante do ano implorando para que eu mostrasse as letras a ele. Fui obrigado a escrever três letras horríveis, impossíveis de ser musicadas, mas só lhe entreguei no ano seguinte. Não tirei cópias. Ele nunca fez nada com as letras, nem me devolveu. Durante dois anos, entreguei mais um monte de letras a ele, que também jamais transformou em música, não apenas porque ele não sabia compor músicas como também porque detestava minhas letras. Se eu tivesse conhecido algum grupo punk, na época, talvez eles tivessem aceito algumas letras minhas. Porém, eu me achava muito tímido para subir num palco e cantar ou tocar guitarra. Ficava pensando no que eu faria com meus braços, se fosse um simples cantor, sem tocar instrumento nenhum. Eu esquecia que quando fazia apresentações teatrais na escola, eu não tinha timidez nenhuma. Muito pelo contrário, eu era bem exibido. Mas a mentira mais comum dos adolescentes é dizer que já fez sexo. Eu nunca admiti que era virgem. 
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2020.01.03 06:49 Doomguy1234 Hoje eu dei uma chance ao amor...

Eu nunca namorei. Tenho 18 anos e nunca namorei. Já tive um total de duas quedas por outras garotas.
Uma delas nasceu em 2018. Foi um tempo depois de ter criado uma página no instagram só pra lançar interpretações de letras de músicas que eu gostava sem que me enchessem o saco. Do nada, uma garota desconhecida, não ligada a música começa a me seguir. Eu fico curioso e mando uma DM pra ela. Conversa vai, conversa vem; os dias passam e ela oferece o WhatsApp para continuarmos conversando regularmente. Encontramos um no outro uma amizade inesperada. Somos ambos de cidades diferentes, nunca nos vimos pessoalmente e ainda assim conversávamos bastante! Eu começo a sentir algo a mais por ela, mas eu acabo sufocando esse sentimento pelo medo que tive de um primeiro relacionamento, ainda mais à longa distância. Eventualmente paramos de nos falar, especialmente depois que entrei na faculdade ano passado. Atualmente ela namora, e eu estou muito feliz por ela, especialmente porque ela se despediu decentemente de mim e nunca me manipulou ou algo assim.
Por falar em faculdade, minha segunda queda também aconteceu à distância. Os vets colocaram todos os bixos num grupo. A gente tava conversando de boa sobre montar banda, o que esperávamos dos cursos, enfim. Quando uma garota me chama para conversar no privado. Lembro como se fosse hoje: “você parece ser um cara legal”. Aquilo fez o meu dia! A gente foi conversando, fez uma aposta (que eu perdi) no duolingo e tudo parecia bem com a gente. Mas daí a faculdade chegou batendo né kkkkkk... Ela era de outro curso, e nossos intervalos muito raramente batiam. As lições acabaram me convencendo a passar a maioria do meu tempo focado somente nos estudos e a gente parou de se falar. Uns tempos depois ela também começou a namorar. Àquela altura, eu estava me sentindo um lixo de pessoa. Eu não conseguia fazer amigos na sala ou na faculdade como um tudo, passava o dia, essencialmente, sozinho. Até mesmo em casa, já que eu não gosto de ficar muito no pé da minha mãe, enfermeira de uma UPA de periferia. Além disso, Engenharia Mecânica MUITO FODA de lição. Puta que o pariu. Foi nesse começo de ano que fiz meu primeiro desabafo aqui e deixei isso virar um hábito por uns 4 meses.
Pula pra novembro. Eu já tinha alguns amigos com quem eu sempre jogo Can-Can nos intervalos mas nunca passou muito disso. Eu já havia desistido de me apaixonar, pelo menos até me ajeitar e cuidar de mim mesmo. Não suporto ser fardo para outra pessoa, ainda mais emocional. Vasculhando o NeedAFriend , eu encontrei um servidor no Discord que prometia ser um refúgio para quem se sente sozinho. E eu, que não consigo socializar quase nada comprei a ideia. Se fosse ruim era só cair fora e obedecer o Coronel Fábio (Esquece essa merda aí porra). Entrei. Honestamente não era assim tão melhor no começo. Mas daí em um dos canais do servidor, voltado para uma atividade contagem (Isso mesmo, vai do 1,2,3,4, até o infinito e além) eu conheci alguém...
Ficamos contando centenas de números que nem um bando de retardados, mas pelo menos nos divertimos kkkkkkkkkkkkk. Não parecia muito de uma interação na hora, mas era a primeira coisa que fiz com alguém lá. Tempos depois fomos nos falando cada vez mais nas conversas de grupo. E mais. E mais. E mais...
Há alguns dias estávamos zoando com o bot do servidor e ela ficou curiosa a respeito de um comando de casamento. Ela se perguntou com quem ela iria testar (estávamos em 3 naquela hora) e eu me ofereci. Não havia nada melhor pra fazer, então que se dane. Ali nos “casamos”. Daí eu me divorciei para ver como era kkkkkkkk. No entanto a gente acabou gostando da ideia de ter mais um casal midiático no servidor e “casamos” de novo. A partir daí, as coisas foram crescendo entre a gente. Começamos a conversar por horas nas DMs. A fazer muitas piadas sobre casais. Até ontem...
Há um canal de flertes no servidor e ela estava de zoeira com outra garota que dizia que não havia com quem flertar. Ela disse “flerte comigo então” e eu mandei abaixo “Mas você não é casada? /s”. Um tempo depois ela me perguntou se eu queria que ela flertasse comigo e eu respondi... “Sim /s”. Nós flertamos com aquelas cantadas de pedreiro. Ela me disse que eu flertava bem melhor que ela. Eu disse que talvez devesse usar os flertes no meu primeiro encontro. Ela disse “Você se casou comigo e nunca tivemos um encontro”. Naquela hora eu comecei a pensar milhões de coisas. Eu realmente estava sentindo algo por aquela garota, mas o medo de manter um relacionamento à distância estava gritando dentro de mim.
Eu não sei da onde arranquei forças para perguntar: “você está pedindo para sair comigo?”
Ela responde: “Não sei. Você quer que eu peça?”
Ali, BEM ALI, eu me senti muito nervoso. Muito medo pesando o peito, muita vergonha de receber uma pergunta daquelas e eu não sabia se ela sentia o mínimo do que eu havia cultivado por ela. Num momento de muita adrenalina eu disse: “Honestamente? Sim”
Nos revelamos tensos e envergonhados um pelo outro, ambos surpresos e perplexos com nossas respostas. Resultado: ela me chamou para o tal “encontro”. Ele aconteceu mais ou menos das 23:40 até 1:50 de hoje.
Sabe o que é louco nisso tudo? Ela é das Filipinas! Eu me fechei a duas garotas do estado de São Paulo, mas escolhi me abrir a uma das Filipinas...
Antes de ela pedir que eu fosse dormir (nós temos essa coisa de querermos dormir não muito tarde para evitar complicações kkk), eu me abri totalmente para ela. Já era óbvio que havia algo entre nós, mas eu resolvi tirar o que eu sentia por ela do meu peito. Escrevi um baita textão me declarando após o “encontro”. Ela também se declarou pra mim: “só saiba que é uma coisa mútua entre a gente”. Eu só não saí gritando e pulando de alegria porque estou dividindo o quarto com outras três pessoas hoje kkkkkkkkkkk. Mas eu me senti extremamente aliviado de finalmente dar uma chance ao amor!
Uma garota das Filipinas e um garoto que estava quase sem esperanças para o amor. Quem diria que assim seria o meu primeiro relacionamento! Pode parecer coisa de nerd, relacionamento via Discord, mas foda-se. Eu não sei ao certo porque vim aqui desabafar (deve ser porque não me abro pessoalmente a ninguém) mas foda-se! Eu sei que hoje eu durmo feliz porque sei que alguém diferente me ama pelo que sou...
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2018.08.31 03:13 TheWaxObserver Mudança de personalidade repentina?

Esse desabafo vai ser bem longo, mas preparei um TL;DR no final.

Há um tempo atrás, eu estava no ponto de ônibus em frente ao trabalho, esperando minha linha para poder voltar pra casa. Foi um dia cansativo, então lá estava eu me esforçando para não cochilar em pé. Até que uma garota que acabou de chegar no ponto me cutuca e pergunta se uma certa linha já havia passado, era a mesma que eu estava esperando. Respondi que também estava esperando aquela linha, e que desde o tempo que estava lá, o ônibus ainda não havia passado. Ela agradeceu, e em seguida puxou um outro assunto que logo se prolongou e serviu de ponte para mais um assunto, e assim ficamos conversando até a chegada do ônibus. Minha parada foi a primeira a chegar, e quando eu estava me preparando para desembarcar, ela se apresentou e agradeceu pela (breve) companhia que eu acabei fazendo a ela no percurso de volta. Nos apresentamos e em seguida nos despedimos e então desembarquei do ônibus.
Não era algo com o qual eu estava acostumado, as pessoas normalmente só me pedem informação e seguem suas vidas ignorando a minha presença logo em seguida, havia sido a primeira vez que uma conversa simplesmente fluiu com uma pessoa que eu nunca havia visto antes, aposto que quem olhasse de longe pensaria que éramos conhecidos de longa data, não dois estranhos. Acabei ficando com isso na cabeça até o dia seguinte, onde no mesmo local e no mesmo horário lá estava ela, que me recebeu com um simpático sorriso.
Esse segundo dia não foi muito diferente do primeiro: conversamos, demos risada e quase perdemos o ônibus de tão envolvidos que estávamos na conversa. Ela perguntava bastante sobre mim, minha família, meu trabalho, minha história e demonstrava um grande interesse em saber mais de mim. Comigo não era muito diferente, eu realmente senti como se algo tivesse "clicado" em minha mente e me dizia em letras garrafais para conhecer melhor essa garota, e então eu perguntava mais e mais sobre ela, assim como ela fazia de mim. Então, um pouco antes de desembarcar do ônibus, pedi o contato dela, e ela (com um enorme sorriso no rosto) me passou um número do telefone, e foi desse dia em diante que começamos a nos falar por mensagem praticamente todo dia.
Nós (quase que literalmente) conversávamos sobre a vida, o universo e tudo mais. Não havia sequer um assunto que gerava aquele momento incômodo de silêncio que pra muitos é desconfortável. Qualquer assunto rendia desde risadas a reflexões profundas para ambos, e isso estava me fazia um bem enorme, eu simplesmente adorava conversar com ela e parecia que era algo recíproco. Um dia, eu dei a sugestão de sairmos juntos em um final de semana para tomarmos um café, ou simplesmente passear em um parque que tem no bairro onde moramos. Veja bem, foi um convite bem casual até porquê eu não sou do tipo que chama outra pessoa para sair pela primeira vez com intenção de tentar fazer algo sério rolar, eu chamei porquê valorizo bastante a companhia dela e queria poder passar um tempo conversando pessoalmente sem ter que ficar me preocupando com a chegada do meu ponto de desembarque do ônibus, por exemplo. Ela então disse que topava, porém teria que ser depois de um compromisso que ela tinha naquele final de semana. Por mim tudo bem, a gente se encontraria logo após o compromisso dela: uma prova de concurso.
Então, finalmente chegou o fim de semana e com ele o dia da nossa saída. Ela me manda mensagem um tempo antes do horário que combinamos de nos encontrar perguntando se eu iria ficar muito chateado se nós remarcássemos a saída para outro dia, pois estava super cansada da prova. Eu então digo a ela que sem problemas, poderíamos remarcar para outra data, afinal fazer prova de concurso é bem cansativo mesmo. Ela agradeceu, disse que eu sou fofo por ser compreensivo com isso e nós ficamos conversando através de mensagens pelo resto da noite, até ela cair no sono enquanto conversava.
Continuamos em nossa rotina de nos falarmos todo dia por mais algumas semanas, até que eu novamente a convidei para sair no final de semana seguinte. Dessa vez ela reagiu diferente, disse que adoraria mas que não podia pois iria visitar a família que mora em outra cidade, que até iria emendar a sexta-feira no trabalho pra aproveitar mais. Eu aceitei numa boa, e disse que poderia ser no final de semana seguinte caso ela pudesse. E ela aceitou, parecendo estar bem empolgada com isso.
Porém, no dia seguinte, percebi que algo estava estranho: nossas conversas não estavam mais rendendo como antes, pois em diversas vezes ela simplesmente acabava o assunto com uma resposta monossilábica, ou visualizava e parava de responder às mensagens. Eu não a via pessoalmente mais, pois ela dizia que estava fazendo um horário complicado e muitos dias teria que ir para a sede da empresa, que fica em outro bairro da cidade. E isso foi se seguindo até o dia da nossa saída, quando pela manhã ela me mandou mensagem dizendo que não ia poder sair pois surgiu um imprevisto no trabalho e ela teria que trabalhar no final de semana. Aceitei numa boa (novamente), e então fui passear com um grupo de amigos da faculdade. Mais tarde, quando tentei puxar assunto com ela, ela visualizou e não respondeu a mensagem. Então resolvi fazer um teste, com uma atitude que não me orgulha muito: como quem iniciava as conversas era sempre eu, então resolvi esperar que ela viesse me chamar para conversar por mensagem já que pessoalmente nós não nos víamos há semanas.
Para minha (infeliz) surpresa, ela não me chamou no primeiro dia, nem no segundo e muito menos após 1 semana desde que coloquei esse "teste" em prática. Essa ausência dela me deixou bem triste nos primeiros dias, pois pelo breve histórico que tínhamos é algo que faz uma falta tremenda ter alguém assim para conversar. Fico me perguntando se isso tudo foi um erro meu, se meu convite foi mal interpretado ou algo do tipo, e ela não encontrou outra forma de "passar a mensagem" que não se distanciando do jeito que rolou...

TL;DR: Conheci uma garota e nos demos super bem logo de primeira, conversávamos praticamente o dia inteiro sobre diversos assuntos. Chamei ela pra sair comigo duas vezes, com o intuito de desenvolver uma amizade mesmo e ela desmarcou nas duas. Depois disso ela começou a dar respostas curtas e não querer conversar tanto. Resolvi parar de chamar por alguns dias para ver se ela me mandava mensagem e ela nunca mais me mandou mensagem/falou comigo...
EDIT: Acho que dei a entender no texto que eu tive interesse amoroso nela, mas não é isso. Eu queria mesmo era desenvolver uma amizade com ela, justamente por ser uma pessoa tão bacana de conversar. Eu demoro muito pra desenvolver interesse amoroso com uma pessoa, então não é esse o caso com ela.
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2017.09.11 11:00 deuszebu Confiança & Arrependimento [Nine-Nine] Mais Uma Vez

Nasci em 91. Tenho uma família arcaica, assim como a maioria das pessoas de idade avançada do interior onde moro. Não os culpo por isso, uma vez que se reflete na falta de instrução dos mesmos. Desde criança, gostei muito de jogar e, naturalmente, meu PC tem sido meu melhor amigo desde então. Durante anos me envolvi com jogos de interpretação de papéis (RPG) e, pra mim, essa era uma proposta perfeita para a fuga da realidade. Uma vez imerso em tais aventuras, fiz alguns amigos virtuais. Eram eles transeuntes, os quais marcavam bons momentos e apenas se iam, sem despedidas. Já não tenho contato com quase nenhum destes.
Interpretar papel é algo que faço bem, as vezes, inclusive, me perco de quem sou ou deveria ser, segundo o que espera-se da minha pessoa. Nunca enxerguei a vida real com um real brilho nos olhos, tive bons amigos, com os quais me diverti bastante, com ou sem drogas envolvidas, mas até então não havia nenhuma conexão com alguém que eu considere tão admirável quanto os personagens que eu mesmo interpretara em tais aventuras. Eis que surge em minha vida um elemento conhecido pelo vulgo Bruxo. Em primeira instância não tinhamos importância alguma um pro outro e, durante anos, nos viamos ocasionalmente e não nos falávamos muito. Sua presença geralmente era aguardada por muitos, se não todos e, onde quer que estivesse, se fazia atração.
Pelo pouco que pude observar, era nítido o seu poder de retórica, enquanto eu, por minha vez, era extremamente introspectivo e imerso em minha mente. O silêncio não me incomodava a mim, talvez sim aos que estivessem ao meu redor. A partir do momento que fui alertado sobre ser tão calado, passei a me sentir um tanto quanto um espião e, de certo modo, evitei estar em locais onde a minha presença não era uma necessidade. Meu primeiro contrato com o Bruxo foi um celular o qual ele me vendeu num valor bem barato e me fez acreditar que eu era alguém especial para ele, segundo seu diálogo envolvente. O mesmo me alertou para não comentar sobre a aquisição com as pessoas em comum ao nosso meio, que se resumia à cerca de umas vinte pessoas, na época.
A partir desse momento, me senti em débito de fidelidade com o mesmo e, gradualmente, acabei me afastando da maioria dessas pessoas do nosso ciclo. Eram todas elas, aparentemente, de ótima índole e algumas já haviam me avisado sobre quão tóxico ele poderia ser. O Bruxo já me causara dúvida em relação à raiz fundamental de suas atitudes. Por outro lado, sua habilidade de omitir o que importa e ludibriar, ao falar o que importa aos ouvidos alheios, me fascinava e eu invejava tamanha eloquência e perspicácia. Vendo em mim um devoto seguidor, o solitário lobo abriu uma vaga na sua carruagem para que eu embarcasse em algumas aventuras com ele. Desde então, tornamo-nos cúmplices em várias peripécias.
O tempo passou e eis que tivemos nosso primeiro conflito em relação à confiança cega. Conheci a cocaína através dele e isso não chegou ser algo relevante, já que eu sabia que se trata de uma droga cara e eu, vindo de família humilde, sabia que não podia me dar o luxo de usar uma química capaz de elevar tanto o ego. Já ele, era viciado nessa maravilha em forma de pó. Em determinado momento de nossa trajetória, eu fui despedido do trabalho, sem seguro desemprego e recorri ao bruxo pra me defender em relação à essa grana que o patrão deveria ter me pago e o mesmo me auxiliou até que eu conseguisse vencer esse valor sem necessidade de recorrer à justiça.
Metade dessa quantia recebida me foi requisitada pelo bruxo, com a promessa de me retornar a o mesmo valor em pouco tempo. De pronto, aceitei, até porque eu fui até ele em primeiro lugar, caso contrário, eu iria me conformar em sair do trabalho de mãos atadas. Foi um conflito tenso entre eu e meu chefe, diga-se de passagem. Não bastando o débito, o bruxo me persuadiu a fazer um empréstimo com o banco através de meu crédito especial. Sacou tudo quanto foi possível, na promessa de retorno. Nunca vi a cor desse dinheiro de volta e a dívida se acumulou, já que meus pais também não tiveram condição de pagar. Quando conseguiram juntar uma grana pra não deixar meu nome ficar no SPC, os juros já tinham mais que dobrado. Não chegou aos cinco dígitos, mas já tinha caminhado meio caminho até lá.
Dívida à parte, ainda éramos cúmplices de aventuras e houve um episódio extremamente marcante pra mim, onde eu me envolvi com uma garota que conheci através de outra com quem eu já ficava. Era uma conexão rasa, para ambos, mas eis que o bruxo se envolve na cena e resolve propor que a gente vá estudar morar na casa dessa garota, que morava só. Ela era lésbica, a princípio, mas acabamos ficando e, posteriormente, percebi que ela não estava mais afim de mim e, aparentemente, estava bem suscetível ao bruxo. Me limitei a expressar tal frustração através de desenhos. Nunca fui de desenhar, mas parecia apropriadamente inspirado para isso.
Mais tarde, ainda nesse episódio da morada com a desconhecida, houveram alguns maus momentos entre nós e ele me ofereceu uma coca de boa procedência, a tal nine-nine. Não sei explicar se foi a química ou a situação e o ambiente, mas eu me senti muito mais afetado, dessa vez, com uma dose muito menor da que eu já havia experimentado outrora. Em um certo momento, tive uma discussão com ela e isso se tornou em uma agressão física da parte dela. Como calado não poderia ficar, sob efeito da bendita, eu apanhava sorrindo, de sangue quente e dentes trincados, então a retribuia com questões agressivas, sem me preocupar com o quanto aquilo estava por ferir a moral da mesma. Eu não faria isso de cara, já que ela era uns cinco anos mais nova que eu.
A situação melhorou quando o bruxo teve a brilhante ideia de ligar para a polícia e reportar agressão, antes disso, ele havia ligado pra minha casa e aviso à minha mãe para reunir tantas pessoas quanto fosse possível, pois eu estava impossível de ser contido e estaria chegando lá em breve. Os homens da lei chegaram, viram a bagunça na casa, eu havia quebrado uns ovos da geladeira pela casa, quando ele ligou. Madness. Ouviram-no por um curto período e já foi o suficiente pra me algemarem e me levarem até minha casa, o bruxo me acompanhou na viatura. Desci gritando "Socorro!", já que é o nome da minha mãe. Eu já estava num estado de espírito em que não me importava mais com quase nada, nem mesmo em desrespeitar as autoridades com tamanha ironia, de pedir socorro, colocando-os em posição de quem está a me por em perigo, quando na verdade deveriam representar o oposto.
Antes de me remover as algemas, o oficial me deu um mata leão dentro de casa, sob gritos de minha vó e apelo de vários presentes pra que ele parasse com aquilo. Segui como se nada tivesse acontecido e me dirigi ao meu quarto, tirei minha roupa e saí de lá nu, na vista de todos. Peguei minha toalha e tomei um banho gelado, sem pressa em parar de receber aquele jato frio na cabeça. De fato, eu sabia que precisava estar tão sóbrio quanto possível. Saí e dialoguei com todos os presentes, como se nada tivesse acontecido. Estavam todos espantadíssimos, com minha capacidade de estar tão na boa, ao invés de rastejando por perdão pelo incidente. Como haviam bem umas dez pessoas presentes, todas elas importantes, não souberam nem o que dizer, em relação à sermões. Ao menos tiveram respeito pela situação de crise que se apresentara.
Meu pai foi o primeiro a abrir a boca, tomou a cena aos berros de uma oração e fez da situação uma justificativa para dizer que havia em mim um demônio. Como sempre o vi como hipócrita, acreditei que ele tivesse fazendo aquilo pra me defender de uma degeneração maior. Eu dei atenção aos que eu realmente gosto. A partir daquele momento, passei a agir como um animal selvagem, sempre alerta e pronto pra agir, fazia apenas o que me apetecia e não me sentia mais como um ser domesticado. A história repercurtiu por toda minha família por parte de pai e mãe, pseudointelectuais e ovelhas de cristo, respectivamente. Neste caso, não sei o que é pior, o conhecimento e o desdém ou a ignorância e a misericórdia.
Me afastei do bruxo, isso havia sido explicitamente deixado claro pelos meus pais desde o momento em que pagaram a dívida que o mesmo deixou sob meus ombros e eu ignorara. Passei a frequentar psicólogos e psiquiatras do CAPS e particulares, a fim de satisfazer meus pais, que tentavam descobrir o que havia de errado comigo. Todos diagnósticos explicitavam que eu estava são e bem consciente sobre tudo que aconteceu e eu sabia disso, assim como sabia que eles não aceitavam aquela atitude vinda de mim, o que me fez acreditar que eu poderia ter borderline. Foi uma fase complicada, me afastei de todos contatos possíveis. Todos! Desenvolvi um certo pânico, derivado da superproteção, em que eu sentia que estava sendo perseguido e que as pessoas as quais eu me considerava próximas poderiam estar em perigo. Cheguei a interpretar mensagens subliminares pra mim, na TV.
Passaram-se alguns anos e o bruxo apareceu novamente. Se aproximou aos poucos e, de repente, estávamos juntos em missões suicidas novamente. Narrando essa história, me sinto na posição daquele ser imbecil dos filmes de suspense, que sabe que vai dar merda se continuar e, mesmo assim, segue rumo ao perigo. De algum modo, ele foi a única pessoa que me entendeu, até hoje. Por mais escroto que o mesmo tenha sido comigo, eu não conseguia vê-lo como um inimigo e, mais uma vez, abri a guarda. Seguimos uma nova fase da aventura em que ele viera morar num bairro próximo de onde eu moro, com uma namorada a qual ele não ama, nem mesmo dizia ter relações e ainda dizia que se eu ficasse com ela, que era um alívio pra ele.
Várias coisas altamente insanas aconteceram. Pela primeira vez eu tinha um pico legalize pra dar um dois, beber sem me preocupar sobre onde cair morto e também dava pra levar umas parceiras. Como é de se esperar, nem tudo são flores. Eu estava à caminho do bruxo, às três da manhã, para entregar a ele uns cartões de sua namorada. Por fruto de um acaso infeliz e de um ser infernal de má índole atrás do volante, aconteceu um acidente comigo e eu quase morri. Por incrível que pareça, eu me preocupava mesmo era com minha moto, que fora destruída e estava sem seguro. Caí inconsciente e somente no outro dia fui saber o que estava acontecendo, foi quando meus pais souberam que novamente eu estava conectado com o ser o qual eles mais abominam em minha vida, chegam a dizer, com convicção, que ele é o demônio.
Levou um tempo até eu me recuperar do acidente e algumas sequelas seguem até hoje, mas eu ainda tinha contato com o abominável homem das neves do sertão. Eu sempre fui o rei da evasão, mas já tava ficando complicado inventar nome de pessoas pra justificar minhas saídas e dormidas fora. Quisera eu que houvesse uma cúmplice pra justificar como namorada, essa sorte não tive. Como se não bastasse tanta desgraça em minha vida, eu aceitei o pedido do bruxo em emprestar meu cartão de crédito ao bruxo e ele torrou mais quatro dígitos, na promessa de que ele pagaria nos meses seguintes. Ele pagou o mínimo da primeira, as restantes foram parceladas com altos juros.
Tenho passado maior perrengue pra pagar essa conta. Já fiz uma dívida alta com minha prima, pra pagar uma parcela a qual ele me deu o valor de pagar, depois pediu pra guardar e, quando pedi pra ele pegar, o mesmo disse que já havia me dado e que eu perdi. Eu tava certo de que nunca perderia uma alta quantia de dinheiro, mas acreditei no que havia me dito, já que negar também não ia dar em nada, já que não haviam provas. Atualmente, estou à uma semana com atraso na fatura do cartão e não tenho condição alguma de conseguir a grana. Hoje foi o dia que planejei contar à minha mãe sobre essa situação, na esperança de que ela pague e não me mate. O clima aqui em casa tem estado tão bom que a última coisa que eu queria fazer é estragar, mas é o preço que estou tendo que pagar, mais uma vez, pela confiança.
Não sei se posso afirmar se estou arrependido, nem sei se eu voltaria a ter contato com o bruxo. É sempre o mesmo drama mental e isso me consome como nada antes na vida. Um bônus delicioso nessa história é que na semana passada chegou uma cara em minha casa de cobrança do meu plano de saúde. Tal fatura o bruxo havia me dito pra emprestá-lo o valor de pagar e me tranquilizou dizendo que me daria o valor no início da semana, depois pediu o boleto e o restante do valor que eu tinha, afirmando que pagaria na lotérica no próximo dia útil. Bom, a cobrança já deixa bem claro que ele não teve consideração em honrar com sua palavra. Me sinto vítima de estelionato pela única pessoa que cheguei a considerar ser um amigo de verdade.
TL;DR: Confiei em um amigo único e o mesmo me causou arrependimento, ao me dar toco financeiro consecutivamente e, aparentemente, sem remorso.
Esse depoimento me faz lembrar da música Mais Uma Vez de Legião Urbana. Nela, o Renato Russo inicia com palavras que parecem levar luz aos corações desesperados e suicidas:
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem
Em seguida, ele completa com alertas que servem perfeitamente como desfecho pra essa tragédia narrada:
Tem gente que está do mesmo lado que você Mas deveria estar do lado de lá Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Tem gente enganando a gente Veja a nossa vida como está Mas eu sei que um dia a gente aprende Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo Quem acredita sempre alcança!
E quando você pensa que não tem mais saída, que tudo que foi vivido foi um erro, vem o conselho final:
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena Acreditar no sonho que se tem Ou que seus planos nunca vão dar certo Ou que você nunca vai ser alguém
E é com a letra dessa linda música, que tanto marcou minha adolescência, mas só agora parece fazer sentido visceral, que me despeço de vocês.
Salaam Aleikum ^-^
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